terça-feira, 26 de maio de 2015
Poesia Mecânica
O que sou eu, se não uma compilação barata de culturas e culturas. Sorrir enquanto prazeres pré estabelecidos me guiam até o gozo. O que seria das poesias sem o meu olhar sobre elas, o que seria meu olhar sobre elas se não fosse meu desenvolvimento e o meu enfrentamento de algumas poesias. Trabalho, horas de vida jogadas em prol de poder ejacular seus desejos de liberdade. Talvez tente ser uma forma mecânica ou promiscua de uma imagem e análise que não me caiba, mas no fim resta apenas eu, meus segundos e alguns textos e palavras soltas. Eu e meu romantismo precário de uma vida até então preenchida de um amor que não foi pelo outro, mas sim por mim, quando compartilhado, se tornou nós, mas hoje vejo apenas que existe um só. Solidão!
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