Sou dono de uma personalidade cigana, vivendo de pequenas ausências de saturações diárias, momentâneas , semanais e anuais. Muito se tem de mim, principalmente se a mim me convém. Muito dedico de mim onde o tédio não sobrevive ali, hoje aqui estou amanhã não sei quem sou.
Sonhos, desejos, vontades cada qual explorado por corpos embrulhados pelo presente. Instável de uma estabilidade que nunca me pertenceu, cativo de uma personalidade que distribuída nunca durou.
Hoje estive comigo, me encontrei com essas facetas que sobrevivem de medo. Ganhando sempre o estupendo, efêmero por natureza, cativado de incertezas, duvidas e inseguranças.
Andando agora, sinto meus passos, cada gesto em uma somatória de historia e sentimentos, consigo enxergar devastação e exaltações , uma vida de glória em pequenas coisas , que o medíocre completa o vazio que preenche.
Dualidades, contradições, Tempo!
Dedicação que não me pertence, que me surpreende quando almejo dos outros aquilo que em meu mundo jamais existiu, ou sempre existiu, porém com prazo para acabar.
Sendo eu a base do meu sustento, me sinto um mercenário tirando do gás aquilo que me sustenta. Preenchendo vazios com pequenos relacionamentos com curto momentos. Acho que meu sempre jamais existiu, a não ser pelo meu sonho de um dia vir a ter.
Usufruindo de pequenas metades e meias verdades, me sinto injusto com aqueles que um dia o sempre lhes ofereci. Mas meu doce veneno como não se encantar, segundos sumindo, tempo passando, alguns saindo, outros entrando, mas no entanto contradição ou não, ninguém ficando!
Pegar do mundo sempre aquilo que não saturou, cativando e largando, hoje me descubro com um monte de efemeridade, sendo estupendo em tudo, e no entanto completo em nada.
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