segunda-feira, 4 de março de 2013


Por muito tempo eu estou na condição de observador de minha própria vida, a espera do dia em que largarei este posto e assumirei de fato o que ela é... não tenho a minima noção do que seja, só consigo visualizar o eu fora de mim , embora nem eu consiga entender o que é este eu que está fora e este eu que conversa convosco.

Apenas reflito que se eu passasse mais tempo a espera de mim, pelas esquinas, barrancos, moradias, eu jamais iria encontra, talvez estivesse perdido, ou não, talvez apenas não quisesse ser visto, embora tudo esteja mais nítido  parece-me que me bloqueio quanto a ver o que está a minha frente, remetendo então meus pensamentos a visualizações passadas , felizes alegres e momentos bons em que estive ao seu lado. Não consigo largar essas lembranças, seus fantasmas estão nas ruas, no cheiro das minhas roupas, na minha barba, nos toques de meu corpo, seus fantasmas estão por toda parte, desde a esquinas a locais impróprios , desde praças a lembranças felizes e infelizes, de certa forma parece que tudo a minha volta me remete a você, até meus sorrisos bobos denunciam memórias encobertas sendo relembradas... Tudo o que vejo, que sinto, que falo, que escuto tem uma certa relevância e referencia a vossa memória, você é algo constante, algo martelado, impregnado. Você é o calor que não passa o frio que não chega, a brisa que vem e vai... Você é a mensagem o conteúdo e o escritor, você é senão um pássaro livre voando sobre minha cabeça me aprisionando nas lembranças, nas constâncias e nas teorias não teóricas, você é a hipótese maldita, você é a hipótese perfeita...

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